22 de março de 2017

Bullying: como acabar com esse mal

E aí, tudo bem com vocês? Desculpe a ausência, ando um tanto desanimada pra dizer a verdade, mas vim tirar a poeira daqui e deixar um post bem bacana pra quem quer ajudar o filho a não ser vítima nem praticante do bullying escolar. Hoje em dia esse assunto é um dos mais falados nas reuniões escolares e acho que é bom a gente saber lidar não é mesmo?

Foto: Shutterstock

Bullying” é um termo que vem do inglês para designar atitudes repetitivas de agressão física e verbal exercidas por uma ou mais pessoas tenham como objetivo intimidar um terceiro que não tem como se defender.
O bullying pode acontecer em qualquer ambiente ou contexto em que haja interação de pessoas, como locais de trabalho, vizinhança, academias e até mesmo dentro da família.
Porém, varrer o bullying para baixo do tapete não ajuda nem a vítima a superar esse desafio nem seus praticantes a perceber como esse comportamento é inadequado – pelo contrário: a negação do problema tende a piorar suas consequências, resultando em um ambiente contaminado, adultos agressivos ou com baixa autoestima e, nos casos mais graves, até mesmo em suicídio.
Por isso, é papel de toda a comunidade, incluindo escola e família, trabalhar junto para combater o bullying escolar. Veja as dicas do Colégio São Judas Tadeu, escola na Mooca, para acabar com esse mal.

1. Saiba reconhecer o bullying e faça com que seu filho também saiba
O primeiro passo para combater o bullying é saber identificar quando ele acontece. Preste atenção no comportamento do seu filho: as vítimas de bullying costumam se isolar no quarto, demonstram irritação com os pais, choram muito e inventam motivos para não ir à escola.

Os agressores, por sua vez, costumam ser muito populares no ambiente escolar, embora também sejam agressivos com os colegas, os professores e os pais. Eles geralmente contam com um grupo de seguidores.
É importante conversar sobre o bullying com as crianças, debatendo com eles as formas como o problema se manifesta. Deixe seus filhos confortáveis para se comunicarem com você.

2. Estimule seu filho a reportar o bullying
Caso seu filho esteja sendo vítima dos agressores, ele deve se sentir confiante para reportar o bullying aos pais e aos professores para que as devidas providências sejam tomadas. A criança deve ter claro que os adultos estão dispostos a ajudá-la.

Muitas vezes, os pais e a escola se omitem por acreditar que o bullying é apenas uma provação que servirá para fortalecer a criança no futuro, mas isso é uma inverdade. Se as crianças sentirem que seus pais veem as agressões dessa forma, elas evitarão contar a eles sobre o problema pelo qual estão passando. Seja direto: pergunte ao seu filho se foi tudo bem na escola e se existe algo ou alguém que esteja lhe perturbando.

Caso seu filho relate que esta sendo vítima de agressões, mantenha a calma e evite a todo custo enfrentar o valentão diretamente. O melhor a se fazer é conversar com o professor e, se necessário, marcar uma conversa com os pais da criança que está agredindo seu filho. Mantenha-se calmo para que a reunião seja o mais proveitosa possível.

3. A empatia também deve ser ensinada
Em geral, os pais temem que seus filhos sejam vítimas de bullying e acabam se esquecendo de que seus filhos também podem ser praticantes – algo que certamente é muito dolorido para qualquer família.
Crianças que praticam bullying levam a agressividade consigo com a passagem dos anos e, em geral, tem muita dificuldade para estabelecer relacionamentos pessoais e para se manter em um trabalho.
Não é nada fácil reconhecer que seu filho apresentar um comportamento inadequado, mas você pode ajudá-lo a ter empatia pelos colegas com alguns hábitos. O primeiro ponto a ser observado é a que a autoridade dos pais não deve ser exercida por meio da violência, pois a criança vai aprender que a agressão é o caminho para resolver suas frustrações e será inevitável que ela aja dessa mesma maneira com as outras pessoas.
Além disso, é preciso dar o exemplo: de nada adianta dizer à criança que ela deve respeitar colegas e professores se elas frequentemente presenciam seus pais desrespeitando vizinhos, prestadores de serviços, um ao outro e a elas próprias.
Ainda, deixe claro que presenciar ou incentivar um colega a praticar bullying, mesmo que a criança em si não pratique a agressão, também é um comportamento inaceitável.

4. Vítimas de bullying precisam de ajuda psicológica
O bullying escola não é apenas uma brincadeira de mau gosto entre as crianças, podendo ter consequências muito sérias. Por isso, as vítimas dessas agressões muitas vezes precisam de acompanhamento profissional de um psicólogo para se livrar dos danos emocionais sofridos.
O trabalho com o psicólogo ajuda a reconstruir a autoestima e treina a criança para lidar com suas emoções de uma forma mais saudável. Além disso, esse profissional será capaz de indicar aos pais quando é necessário tomar uma medida drástica como a troca de escola.

5. Praticantes de bullying também precisam de ajuda psicológica
Existe um mito de que os praticantes de bullying se sentem mal consigo mesmos e, por isso, agridem outras pessoas. A verdade, porém, é que o agressor sente prazer ao perceber o medo e a opressão de sua vítima. Em alguns casos, o agressor mostra satisfação ao praticar crueldades contra pessoas e mesmo animais.

O praticante de bullying precisa de ajuda psicológica para aprender a transformar sua raiva e frustração em diálogos e ações construtivas em vez de gerar sofrimento para outras pessoas. Se esse comportamento não for corrigido, a tendência é que ele continue por toda a vida, resultando em um adulto agressivo e inapto a lidar com suas emoções e responsabilidades.

6. Esteja atento ao bullying virtual
Hoje em dia, com a presença dos celulares e internet móvel, o bullying escolar muitas vezes acaba indo parar também no ambiente virtual. As agressões físicas e psicológicas que antes ficavam restritas ao ambiente da escola passaram a ser praticadas também no meio digital.
Não são raros os casos de crianças e adolescentes perseguidos nas redes sociais e nos aplicativos de mensagens instantâneas, como o WhatsApp. Xingamentos, montagens com a imagem da vítima e ameaças são algumas das formas do bullying virtual, e os pais devem estar atento a elas também.

E então, você já sofreu bullying ou conhece quem tenha sofrido?

10 comentários
Postado por: Nique
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10 Comentários no post "Bullying: como acabar com esse mal"

    • Jeane Carneiro

      postado em: 23-03-2017 # 13:07 # Visitante assíduo, adora o Mãe ao Cubo e já deixou 398 comentários.

      Tem acontecido muito não é mesmo?
      Fico atenta ao Ben sempre pergunto várias coisas.
      Estou monitorando. Parabéns pelo post Nique.
      Bjão

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    • Meirilene Reis

      postado em: 23-03-2017 # 14:40 # Comentou pela primeira vez, boas vindas!

      Muito bacana o blog. Estou conhecendo agora e de cara vi o post sobre o bullying. Mal terrível e que precisa estar em nossos diálogos. parabéns!

      responder?

    • Flavia

      postado em: 23-03-2017 # 16:22 # Visitante assíduo, adora o Mãe ao Cubo e já deixou 45 comentários.

      Muito bacana o post! Devemos estar sempre atentas as nossas crianças e saber “ler” os sinais que nos passam!

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    • Fê Quint

      postado em: 23-03-2017 # 16:40 # Visitante assíduo, adora o Mãe ao Cubo e já deixou 123 comentários.

      Ótimo post, devemos sempre incentivar nossos filhos a fazer a coisa certa!
      Beijos Fê
      http://www.bloglovers.com.br

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    • Prosa Amiga

      postado em: 23-03-2017 # 21:56 # Visitante assíduo, adora o Mãe ao Cubo e já deixou 78 comentários.

      Muito boas essas dicas, principalmente essa de estimular seu filho para contar se acontecer com ele.
      É importante cuidar as reações da criança para perceber se está acontecendo algo e poder ajudar.

      Bjinhos,
      http://www.prosaamiga.com.br

      responder?

    • Vania

      postado em: 23-03-2017 # 22:20 # Comentou pela primeira vez, boas vindas!

      Infelizmente não consegui reconhecer a tempo o bullying que meu filho hoje, com 23 anos, sofreu na infância, pois esse termo não era reconhecido na época. Ele se recusava a ir à escola e dava muito trabalho. Levei para várias psicólogas, sem sucesso! Hoje ainda sofre as consequências e não sei o que fazer. Se ainda há tempo de curar suas feridas. Mas foi bom ler seu post, vai servir para esclarecer as dúvidas de muitas mães com filhos pequenos. Obrigada. Um beijo!

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      Nique • março 28th, 2017 # 23:10

      Realmente devemos ficar de olho, converso muito com meus filhos sobre isso. Eu já passei maus bocados na infância, um dia eu conto.

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    • Andressa Nunes

      postado em: 24-03-2017 # 02:02 # Visitante assíduo, adora o Mãe ao Cubo e já deixou 35 comentários.

      Infelizmente muitas de nossas crianças. E adolescentes sofrem com esse mal! Em muitos casos os pais. Nem percebem e quando vão ver a criança ja precisa de um tratamento mais serio! Bjs

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    • Blenda Moura

      postado em: 27-03-2017 # 16:34 # Visitante assíduo, adora o Mãe ao Cubo e já deixou 52 comentários.

      Esse problema existe e pode ser combatido, cabe as pessoas se unirem e a informação chegar a todos, como você está fazendo agora! Recomendo você ver essa matéria, beijos!

      https://www.jw.org/pt/ensinos-biblicos/familia/adolescentes/perguntam/sofrendo-bullying/

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    • Andrea

      postado em: 27-03-2017 # 21:17 # Visitante assíduo, adora o Mãe ao Cubo e já deixou 18 comentários.

      Bulyng é algo triste e horrível que todos deve se unir . Ótimo post bjs

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